Hoje nos dizem que Deus não existe.
Mas se isso fosse verdade, por que se sente tanto a Sua falta?
Tucker Carlson é um conhecido jornalista americano. Mesmo não sendo católico, um de seus programas de televisão, transmitido no ano passado, inspirou o Arcebispo Viganò a escrever um artigo muito interessante ao qual se poderia dar o título: “A religião que não diz o seu nome”. A ideia central de Tucker Carlson é que o humanismo secular pretende ser livre de toda e qualquer religião, mas isso ele consegue somente comportando-se como uma religião substituta. Em outras palavras: “Expulsai o natural, e ele voltará a galope” (provérbio francês), ou, “Ainda que a expulses com um forcado, a natureza voltará a aparecer” (Horácio, poeta romano). Os homens podem recusar Deus, mas não podem viver sem Ele, porque é d’Ele que eles vêm, e é a Ele que todos eles estão destinados. Para ver quanta luz o Arcebispo encontra nas observações do jornalista, prossiga com a leitura.
Em uma entrevista na Fox News intitulada A igreja do ambientalismo , o jornalista Tucker Carlson trouxe à tona uma contradição que pode ter escapado à atenção de muitos, mas que é extremamente reveladora. Carlson recorda que a Constituição dos EUA proíbe qualquer religião de Estado, mas por algum tempo o Partido Democrata que está atualmente no governo tem imposto ao povo americano o culto globalista: uma religião em todos os aspectos, abrangente, com sua agenda verde, dogmas woke, cultura do cancelamento, sacerdotes da Organização Mundial da Saúde e profetas do Fórum Econômico Mundial.
Em nome da religião globalista, seus adeptos exigem que todos os cidadãos se comportem de acordo com a moralidade da Nova Ordem Mundial, aceitando acriticamente e com uma atitude de submissão devota as doutrinas definidas ex cathedra pelo Sinédrio de Davos. Os cidadãos não são obrigados somente a compartilhar as motivações que justificam as políticas sanitárias, econômicas ou sociais impostas pelos governos, mas a dar seu consentimento cego e irracional. Não é permitido contestar a psicopandemia, sustentar a falta de fundamento dos alarmes climáticos, opor-se à provocação da OTAN à Federação Russa com a crise ucraniana ou recusar-se a ficar parado enquanto crianças são corrompidas com obscenidades LGBTQ.
Os sumos sacerdotes dessa religião chegaram ao ponto de teorizar o sacrifício humano por meio do aborto e da eutanásia: um sacrifício exigido pelo bem comum, para não superpovoar o planeta ou sobrecarregar a saúde pública. A adesão ao globalismo não é opcional: é a religião do Estado, e o Estado “tolera” os não praticantes apenas na medida em que sua presença não impeça a sociedade de exercer esse culto. O ato público de vacinação representou uma espécie de “batismo” na fé globalista, a iniciação ao culto.
A “igreja do ambientalismo” define-se como inclusiva, mas não tolera a dissidência. Aqueles que não aceitam o antiEvangelho de Davos são ipso facto hereges, e devem, portanto, ser punidos, excomungados, separados do corpo social e considerados inimigos públicos.
Essa religião de Estado se espalhou para todas as nações do mundo ocidental, cujos líderes foram convertidos ao “Verbo” globalista pelo apóstolo do Great Reset , Klaus Schwab, seu autoproclamado “papa”, que é investido de uma autoridade infalível e incontestável. No site do Fórum Econômico Mundial, encontramos a lista de “prelados” do globalismo. Uma rede muito poderosa, altamente organizada, disseminada não apenas no topo das instituições, mas também em universidades e tribunais, em empresas e hospitais, em entidades da periferia e municípios, em associações culturais e esportivas, de modo que é impossível escapar da doutrinação mesmo em uma escola primária provincial ou em uma pequena comunidade rural.
A observação de Tucker Carlson destaca o engano ao qual somos submetidos diariamente por nossos governantes: a imposição teórica da laicidade do estado serviu para eliminar a presença do verdadeiro Deus das instituições, enquanto a imposição prática da religião globalista serve para introduzir Satanás nas instituições, com o objetivo de estabelecer aquela Nova Ordem Mundial distópica na qual o Anticristo reivindicará ser adorado como um deus, em seu delírio louco de substituir Nosso Senhor.
Kyrie eleison.