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Verdadeiro Herói

Obrigado Professor, por sua nobre vida.

Descanse agora, depois de batalha tão sórdida.

Em 21 de outubro, faleceu um dos poucos heróis reais dos quais o nosso mundo moderno ainda poderia-se orgulhar, o professor Robert Faurisson, em Vichy, na França. Ele foi um verdadeiro herói, pois se manteve, em um mundo de mentiras, com uma coragem inabalável e uma escrupulosa precisão pela verdade, em um assunto de importância decisiva para toda a humanidade. Ele foi premiado com a perda de seu emprego, com o sofrimento de sua família, com dez ataques pessoais e físicos, um dos quais o deixou para morrer, com isolamento em sua profissão e com uma implacável série de ataques judiciais por parte de seus inimigos amargos, e ainda assim manteve em relação a eles uma constante cortesia e respeito. Este estilo de vida ele conservou por mais de quarenta anos, sem nunca vacilar em seu serviço à verdade.

Ele morreu no campo de batalha, logo ao chegar a casa depois de dar uma última conferência pública que deveria ser seu canto de cisne, em Shepperton, Inglaterra, a cidade em que nasceu há quase noventa anos. Lá ele falou com um amigo da Itália, que nos deixou este relato de sua conversa: “O professor era tão clarividente, tão equilibrado e incólume como sempre, mas estava cansado, muito cansado, tão frágil que parecia quase transparente, com a sensação de que sua tarefa havia sido cumprida. Na verdade, esse bravo super-homem conseguiu tudo o que ele havia pretendido alcançar”. E o amigo prossegue: “Ele deixa para trás uma contribuição imensa para a causa revisionista… Inimigos cheios de ódio tentaram impedi-lo de escrever, de viver, mas ele sempre se reergueu, sem desviar-se por um milímetro sequer de sua busca destemida pela verdade.

Muitos leitores destes “Comentários” sabem o que é o “revisionismo” e por que ele é tão importante para todos os homens, incluindo os católicos. Como disse George Orwell: “A maneira mais eficaz de destruir as pessoas é negar e aniquilar sua compreensão de sua história”. Os revisionistas são historiadores que veem pessoas em todo o mundo sendo destruídas hoje por uma versão falsa de sua história, especialmente da Segunda Guerra Mundial, e então eles fazem o que podem para restaurar a verdade da história. Pois – novamente Orwell – “Quem controla o passado controla o futuro…”, o que significa que quem escreve os livros de história controla o futuro, pela influência que a história tem na mente das pessoas, “…e quem controla o presente controla o passado ”, o que significa que se os mestres da política do momento usam seu poder para controlar os livros de história, então eles controlam o futuro.

Pois bem, as pessoas que detêm o poder mundial hoje sobre a política e a mídia são pessoas que querem a ímpia Nova Ordem Mundial, e elas entendem George Orwell perfeitamente. Por isso fabricaram uma versão extremamente falsa da história da Segunda Guerra Mundial para seguirem com uma religião completamente fabricada para substituir o cristianismo. Ora, se a verdade não importa, e se o Cristianismo também não importa, como tantas pessoas pensam hoje, então elas não têm nenhum problema com a Nova Ordem Mundial assumindo o controle, mas na verdade elas sofrerão como resultado uma tirania mundial, um prelúdio para o Anticristo. No entanto, Soljenítsin, iluminado pelos terríveis setenta e dois anos de sofrimento da Rússia sob o comunismo sem Deus, advertiu contra a construção de uma nação, de um continente ou de um mundo sobre mentiras. Da mesma forma, o professor Faurisson tinha horror de que as pessoas construíssem mentiras, e deu sua vida para restabelecer a verdade. A perseguição que ele sofreu durante décadas por dizer a verdade foi a prova da parte de seus miseráveis ​​inimigos da importância e da eficácia do que ele estava fazendo.

Ele tampouco prometeu a si mesmo qualquer recompensa celestial por sua dedicação à verdade, porque se declarava ateu. No entanto, amava as crianças, agradava-se das bênçãos e nunca as rejeitava. No entanto, como uma irmã sua assinalou, depois de estar diante de uma série de juízes injustos, dentre os quais quase todos se curvavam para a Nova Ordem Mundial, ele foi postar-se diante do Juiz Justo Supremo, Nosso divino Senhor em Pessoa. Como Nosso Senhor o terá julgado? Duas coisas são certas: a primeira é que nada em todo o resto de sua vida terá sido tão remotamente importante quanto esse julgamento, e a segunda é que ele teve um grande mérito para os homens, mas isso não é a mesma coisa que merecer para Deus. Que no último momento ele tenha recebido uma graça especial de conversão não é algo impossível para Deus. Mt 21, 28-29 dá-nos mais do que o direito de esperar e de rezar pelo descanso de sua alma.

Kyrie eleison.